segunda-feira, 15 de agosto de 2011


Escola pública terá educação financeira

Os alunos do ensino médio de escolas públicas começarão a ter orientação de educação financeira, informa reportagem de Cirilo Junior para a Folha.

Segundo Jaqueline Moll, da diretoria de currículos e educação integral do MEC (Ministério da Educação), a ideia não é criar uma disciplina específica e sim integrar o assunto ao currículo normal das escolas. Ela calcula, porém, que serão ao menos dez anos para consolidar o tema nas escolas.

Ainda não está definido quando e em quais locais a educação financeira começará a ser implementada.

"Queremos abordar questões como a história do dinheiro e a geografia financeira e orientar o comportamento dos alunos nesse sentido", afirmou a especialista.

O projeto é uma das primeiras iniciativas da Enef (Estratégia Nacional de Educação Financeira), criada pelo Conef (Comitê Nacional de Educação Financeira). O comitê reúne instituições como o BC (Banco Central), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o MEC.

A educação financeira nas escolas vai seguir projeto-piloto de 2010, quando foi dada orientação a 26 mil estudantes da rede pública de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Ceará e Distrito Federal.

Apesar de o projeto ser focado em jovens, a orientação sobre como usar e aplicar de maneira mais inteligente o dinheiro não ficará restrita a essa faixa etária.

O BC prepara um plano de educação financeira para aposentados. Existem, ainda, projetos para adultos.
Fonte: Folha Online - 15/08/2011


Título de Capitalização não serve para guardar dinheiro

No 100º post do nosso blog vamos falar sobre título de capitalização. Produto de grande oferta por parte das instituições financeiras pode se tornar uma grande isca para o consumidor jogar seu dinheiro fora - principalmente se acreditar na falsa promessa de que ao comprar um título, o valor pago estará sendo poupado. 

O título de capitalização tem características próprias. A principal é dar ao cliente a oportunidade de ganhar prêmios quando e se sorteado, como uma espécie de loteria. Há vários planos disponíveis no mercado e é preciso atenção, porque alguns são vendidos como se fossem formas de aquisição por compra e venda de imóveis, investimento ou consórcios.

Como Funciona

Do total pago pelo consumidor a título de mensalidades, uma parte é destinada às despesas administrativas, outra aos sorteios e uma terceira parte à provisão matemática que será o valor que o consumidor resgatará ao término do prazo contratado, que é de no mínimo 24 meses. Nada garante que o valor do resgate será igual ao total pago, muito menos corrigido, pois a maioria dos planos, apesar da capitalização dos valores pagos, fixa apenas um percentual do que foi pago ao consumidor (provisão matemática) como valor a ser disponibilizado pelo cliente descontadas as taxas administrativas que remuneram a instituição responsável pelo título.

Portanto, se alguém lhe oferecer a possibilidade de concorrer a prêmios e ao mesmo tempo economizar, não acredite!

Quem pretende adquirir um título, deve antes solicitar uma via do contrato e estudar todas as cláusulas com bastante atenção. O consumidor deve ter certeza de que o valor das parcelas não irá comprometer o orçamento familiar, e tirar da cabeça a idéia de economia ou investimento ao comprar um título de capitalização. Um cofrinho ou uma simples conta poupança são mais úteis para quem quer realmente economizar.

Fique Atento! Um contrato de capitalização deve constar:

- prazo de vigência do título; - a quantidade e o valor de parcelas a serem pagas; - as datas dos sorteios e os valores dos prêmios; - a taxa de juros a ser aplicada no reajuste das prestações pagas; - o valor da multa pelo atraso de pagamento; - condições para resgate dos valores depositados e cancelamento do contrato.

Saiba que: Os valores pagos não podem ser resgatados a qualquer momento. Além de haver uma carência mínima prevista em contrato, a sociedade de capitalização não restituirá integralmente os depósitos efetuados quando houver resgate antecipado. Desse modo, o valor resgatado antes do final do contrato será sempre menor do que o total pago pelo consumidor.

Lembre-se: a compra de um título de capitalização, não garante que você será sorteado, e nem que receberá de volta aquilo que pagou. Portanto, pense bem antes de fazer esta aquisição.
Fonte: Procon - SP - 12/08/2011


Consumo: saiba como participar de decisões que afetam a sua vida

por Gladys Ferraz Magalhães

SÃO PAULO - Qual é a sua opinião sobre a oferta de programas de promoção do envelhecimento e prevenção de riscos e doenças pelas operadoras de planos de saúde? E o que você pensa sobre a possibilidade das operadoras de TV por assinatura cobrarem pela instalação, manutenção e programação do ponto-extra? Assuntos como estes geram bastante polêmica, repercussão na mídia, são discutidos nas redes sociais e, sobretudo, são exemplos de temas de consultas e/ ou audiências públicas, que nada mais são do que instrumentos de participação social, que permitem a discussão aberta a todo cidadão para tratar de temas importantes para o seu dia a dia.

De acordo com a Fundação Procon-SP, nos setores regulados pelo poder público, como telefonia, saúde suplementar, TV por assinatura e energia elétrica, a participação do consumidor é muito importante, visto que a partir da discussão de determinados regulamentos, a prestação de serviço poderá sofrer alterações como, por exemplo, o prazo para resolver um defeito no telefone, o reajuste da conta de energia elétrica ou o prazo máximo que o plano de saúde terá para proporcionar uma consulta, exames ou tratamentos médicos.

Como participar?Para contribuir em uma consulta pública, o consumidor necessita apenas acessar o site da instituição que está realizando e enviar sua opinião.

Atualmente, está aberta, por exemplo, consulta pública da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para discutir propostas que tratam da melhoria do serviço de banda larga fixa.

Já para contribuir em uma audiência pública há duas maneiras: de forma direta ou indireta. No primeiro caso, o cidadão pode dar sua opinião e debater ideias pessoalmente, no local onde a audiência estiver marcada ou mesmo enviar sua opinião a um dos canais colocados à disposição pelo ente que realiza a consulta.

No segundo, quem participa é a organização ou associação legalmente reconhecida, tais como associações, fundações, entidades da sociedade civis; ou seja os Procons e outros órgãos de defesa do consumidor, quando se trata de assuntos relacionados às relações de consumo.

Independentemente de se tratar de uma consulta ou audiência pública, informa o Procon, é importante observar a data limite para o envio das manifestações.
Fonte: InfoMoney - 12/08/2011

sábado, 13 de agosto de 2011


Conta de luz poderá ser totalmente paga com coleta de lixo reciclável

por Djalma Oliveira

A Light lançou, nesta quinta-feira, o programa Light Recicla, que dará descontos na conta de energia do consumidor que recolher e entregar materiais recicláveis, como plásticos, papéis, CDs, garrafas de vidro e até óleo de cozinha. A fatura poderá sair de graça, dependendo da quantidade de material levado.

De acordo com a Light, os preços variam conforme a demanda diária de mercado de cada produto. No projeto feito com os funcionários da empresa, num preço aproximado, garrafas, papéis e plásticos ofereceram descontos de R$ 0,10 a R$ 0,25 por quilo. O litro do óleo de cozinha rendeu uma redução de R$ 0,70. Garrafas PET resultaram em bônus de R$ 1 por quilo. A conta pode ser totalmente paga com os créditos e, caso haja um valor excedente, ele poderá ser usado no mês seguinte.

A iniciativa foi lançada na comunidade Santa Marta e, inicialmente, vai beneficiar os moradores do local e os dos bairros de Botafogo e Humaitá. Os interessados terão que se cadastrar para receber um cartão, que deverá ser usado em toda a entrega de material, nos postos de coleta, para que o desconto seja incluído na conta.
Fonte: Extra - 11/08/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


Dívidas no cartão podem crescer 75.000% em 4 anos

Você compra uma televisão de 42 polegadas por algo ao redor de R$ 2.000,00 e resolve usar seu cartão de crédito. Se você não conseguir pagar nada em quatro anos, considerando os juros cobrados pelas administradoras de cartões, sua dívida se tornaria espetaculares R$ 1.539.281,00, com uma alta de 75.000%. Segundo Marcelo Maron, consultor em finanças pessoais, professor da UniEuro e Diretor Executivo do Grupo PAR, o crescimento monumental das dívidas com cartões de crédito se explica apenas pela cobrança de juros sobre juros:

“Neste tempo de crédito fácil, tornou-se parte do cotidiano encontrar pessoas do nosso convívio em situações de absoluto desespero por conta de dívidas com cartões de crédito e cheques especiais. Quando se soma os cartões, parcelas de empréstimos e todas as obrigações do nosso dia a dia, a falta de controle pode levar à insolvência, e a situação torna-se muito complicada de resolver”, assinala.

As despesas pagas com cartão de crédito se tornam um monstro impagável em pouco tempo. Prático e seguro, esse meio de pagamento, explica Maron, amplia de maneira considerável a ilusão de aumento de poder de consumo, levando a exageros:

“As pessoas se esquecem que cartão não é dinheiro, mas crédito. Toda vez que usamos um cartão estamos, na verdade, obtendo um empréstimo. Quando pagamos com um cartão para quitação da fatura em 30 dias estamos, na verdade, pedindo um empréstimo que precisa ser pago em 30 dias, ou começará a cobrar juros sobre juros. As facilidades dos parcelamentos podem levar o consumidor à insolvência se ele descasar seu nível de gastos de sua renda. Toda vez que você disser a você mesmo que pagou com o cartão e no mês que vem você vê como vai pagar, pode estar praticando um suicídio financeiro”, alerta Maron.

Voltando ao exemplo do endividamento monstro que pode resultar da compra de uma simples TV, Maron assinala que o crescimento de uma dívida de R$ 2.000,00 feita com cartão de crédito alcança crescimento em progressão geométrica no Brasil:

“Uma dívida de R$ 2.000,00 no cartão de crédito, hoje, que não esteja sendo amortizada, transforma-se em R$ 10.534,00 em um ano; R$ 55.485,00 em 2 anos; R$ 292.244,00 em 3 anos e estratosféricos R$ 1.539.281,00 em 4 anos. Esses inocentes R$ 2.000,00, que mal compram uma TV de 42 polegadas, transformam-se, de uma Copa do Mundo para outra, na quantia fantástica de mais de um milhão e meio de reais de dívida, dinheiro suficiente para se comprar uma boa cobertura com piscina”, enfatiza Maron.

Para o consultor, os artifícios dos juros compostos tornam rapidamente uma dívida no cartão impagável, levando seu dono a ter seu nome comprometido na praça. Mas é talvez o absurdo de um endividamento tão exponencial que, segundo Maron, leva os bancos e as administradoras de cartões a oferecerem descontos  de 80% ou 90% para aqueles que desejem quitar as dívidas:

“O consumidor precisa entender que essa oferta de descontos não é nenhuma demonstração de piedade ou benevolência. Uma dívida de R$ 2.000,00 que se transforma em R$ 11.000,00 no primeiro ano, fica do tamanho de R$ 2.100,00 com um desconto de 80%. Mesmo neste caso, o banco limita consideravelmente sua perda, ainda que oferecendo um desconto aparentemente alto”, explica Maron.

De acordo com o consultor, a negociação sempre é um bom caminho, especialmente quando os endividados percebem que a execução de uma dívida na esfera judicial pode criar um transtorno imenso na vida do cidadão e impedir o crédito por longos anos, ou mesmo décadas, uma vez que a dívida ajuizada não tem prazo para prescrever, ameaçando até mesmo um patrimônio, se houver.

“Por isso, quando o pagamento de uma dívida está se tornando difícil de ser suportado, o melhor caminho é tentar mudar a qualidade dessa dívida”, recomenda Maron.

Cartões de crédito e cheques especiais são uma dívida ruim, de baixa qualidade e verdadeira armadilha para o consumidor, alerta ele. Joias em penhor, por exemplo, são uma dívida de melhor qualidade, que podem proporcionar uma taxa de juros de cerca de 6,5% ao mês ao invés dos 15% do cartão.

“Está longe do ideal, mas já é bem melhor. Além disso, no caso de inadimplência, as joias são a garantia da dívida e, por isso, os juros são mais baixos. Neste caso, a perda se restringirá somente às peças penhoradas. Sem dizer que, antes de se tornar totalmente inadimplente, você ainda tem a opção de vender as cautelas e sair com algum dinheirinho”, orienta.

Maron explica que o crédito direto ao consumidor pode, ainda, proporcionar juros ainda mais baixos que o penhor. Mas as pessoas só podem se candidatar a essa modalidade de crédito se estiverem com o nome limpo.



Fonte: www.inteligemcia.com.br - 10/08/2011


Classe C é nova consumidora de TV por assinatura no País

por Fernanda Fernandes

Classe emergente já representa 31% de penetração no consumo de combos de TV paga

O fenômeno de penetração dos canais por assinatura se deve à ascensão da classe C no país, que está levando as operadoras a baratearem os custos de seus serviços - hoje o meio representa 31% de penetração na classe social. De acordo com a pesquisa da Ipsos por meio dos Estudos Marplan EGM (Estudo Geral de Meios), dentre os consumidores de TV paga da Classe C que possuem pacotes: 41% declararam possuir o combo TV, internet e telefone e 11% o pacote que inclui TV e internet.   De olho no cenário próspero do país, as operadoras passaram a desenvolver pacotes mais acessíveis e atraentes. Um potencial de consumidores a serem explorados é um dos focos, já que grande parcela dos domicílios optam pelo serviço de banda larga e por receber os canais abertos com maior qualidade de sinal. Ou seja, a tendência é de franco crescimento para o meio.   Ainda há a concorrência com a popularidade dos meios tradicionais como TV aberta, Rádio, Jornais e Revistas. Mas, quando o assunto é crescimento, a que mais se destaca, de 2005 para cá, é a TV por assinatura e a Internet. O estudo realizado pela Ipsos continuamente nas 9 principais regiões do país em um contexto dos últimos 10 anos, mostra que o primeiro grande momento da TV paga foi em meados da década passada, quando as principais operadoras do país incorporaram outros serviços aos seus pacotes, deixando-o mais robustos e com maior abrangência.    Ao considerar uma pequena fatia, somente nos seis primeiros meses de 2011, o meio tem 33% de penetração na classe C. Além disso, os interesses com os combos de internet mostram que 72% dos pesquisados buscam facilidades como uma caixa de e-mail. Pesquisas em sites de buscas, noticiário, sites de relacionamento e instant messenger fazem parte das outras preferências no acesso à rede.    A pesquisa mostra, ainda, que a expansão da TV por assinatura atinge todo o país, mas que há uma maior concentração no sudeste. Dentre os mercados pesquisados, o Rio de Janeiro se destaca com 42% de penetração - é a cidade com maior penetração na região Sudeste. No sul, Curitiba está em evidência com 36% de penetração e no Nordeste quem figura é Salvador com 21%. Em São Paulo, o estudo demonstra que a penetração na classe C é de 38%, contra 16% da classe A.   Metodologia   A Ipsos Marplan MediaCT é a unidade de negócios do Grupo Ipsos especializada em pesquisas de mídia. O Estudo Marplan EGM é considerado o maior estudo single source, com mais de 53 mil entrevistas pro ano, abrangendo todas as áreas do mercado publicitário,   O objetivo dos Estudos Marplan EGM é subsidiar veículos, agências e anunciantes no planejamento de marketing, estratégico e tático de mídia com o fornecimento de base de dados em softwares de tabulação, planejamento e otimização de mídia.   O Estudo é conduzido através de entrevistas individuais, face a face, continuamente em 9 regiões metropolitanas (Grandes: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e São José dos Pinhais, Salvador, Fortaleza, Recife e Brasília/DF), com uma base amostral de 53 mil entrevistas a cada ano móvel.  Sobre a Ipsos   A Ipsos é referência mundial em pesquisa de mercado e interpretação de dados. Criada em 1975 na França, presente no Brasil desde 1997, consolidou-se como uma das maiores empresas de pesquisa do mundo, estruturando-se por meio de áreas especializadas, com profissionais altamente qualificados em estudos de tendências e mercado. Possui escritórios em 67 países e realiza pesquisas em mais de 100. Atualmente atende mais de 5.000 clientes no mundo e possui mais de 8.000 funcionários. No Brasil, com a aquisição da Alfacom, conta com quase 600 funcionários diretos, sendo a maior empresa de pesquisa ad hoc. 
Fonte: XPress - 10/08/2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011


Governo quer criar 'super abono' para nova classe média

por SHEILA D'AMORIM

O governo quer criar um "super abono" salarial para garantir a renda da classe C (também chamada de a nova classe média). O objetivo é tentar evitar que essas pessoas percam o padrão de consumo obtido com a melhoria nos rendimentos nos últimos anos, sobretudo diante dos desdobramentos do cenário internacional.

Na prática, a exemplo do que foi feito com o Bolsa Família, a medida empacotará sob uma mesma marca benefícios que já são pagos aos trabalhadores de baixa renda, como o salário-família e o abono do PIS/Pasep. Para o governo, a medida será um estímulo à formalização do emprego.

Segundo o ministro Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos), as ideias serão debatidas com os ministérios da Fazenda, Trabalho e Previdência. Ontem, foram tema de um seminário organizado pela SAE em Brasília.

Segundo o secretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, a base dessa nova rede de proteção social é aumentar o número de trabalhadores na faixa entre um e dois salários mínimos (R$ 545 a R$ 1.090), melhorar as relações deles com os empregadores e reduzir a rotatividade no emprego.

"Temos uma série de pagamentos que são feitos aos trabalhadores de baixa renda e que são um incentivo ao trabalho formal. Mas eles estão dispersos em diferentes datas e são pagas por fontes diferentes", explicou.

A ideia é juntar tudo isso para mostrar ao trabalhador o ganho que esses benefícios representam no fim do mês. "Dependendo do salário, há um aumento de até 20%, o que significa muito para essas pessoas", disse o secretário, explicando que o abono, seria um estímulo à formalização e à manutenção do emprego.
Fonte: Folha Online - 09/08/2011